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"Na 1ª vez, sacamos que seria hit", diz Tropkillaz sobre "Vai Malandra"

Edson Lopes Jr./UOL
Zé Gonzales e André Laudz ainda se "recuperam" da popularidade de hit de Anitta Imagem: Edson Lopes Jr./UOL

Mariane Zendron

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/03/2018 12h51

Com mais de seis anos de estrada, o duo de DJs Tropkillaz, formado por André Laudz e Zé Gonzales, tenta entender o que aconteceu na carreira após o lançamento do hit de Anitta "Vai Malandra", em que participaram ao lado de MC Zaac, Maejor e Yuri Martins. Afinal, como se "recupera" de um sucesso que tem mais de 220 milhões de visualizações só no Youtube?

A dupla falou com o UOL antes de se apresentar no Heineken Block,  evento grátis na Vila dos Ingleses, no centro de São Paulo, neste sábado (10). Além da parceria com Anitta, Laudz e Zegon, como costumam ser chamados, falaram da nova música, "Milk & Honey", feita com o soul man norte-americano Aloe Blacc e lançada na última sexta-feira (9), e da relação com São Paulo, cidade natal de Zegon, mas que também já ganhou o coração de Laudz.

Como vocês avaliam o sucesso de "Vai Malandra" para a carreira de vocês?

Zegon: A gente já está na estrada há um tempo, mas nada tinha sido tão popular assim. Claro que foi mais do que a gente esperava, mas a gente já esperava o sucesso dessa música. Quando a gente ouviu pela primeira vez, ela tava inacabada ainda, mas já dava para sacar que ia ser hit. Anitta foi muito, muito generosa com a gente, de deixar a gente brilhar como artista. A gente poderia ter saído como produtor somente, mas saímos como artista e isso foi muito legal.

E como está a repercussão da nova música, que já tem mais de 1 milhão de visualizações no Youtube em um único dia?

Laudz: Estamos trabalhando nela há mais de um ano e quando um dos dois não está contente, não sai. Mas ficou muito diferente do que a gente já fez antes.  Está sendo muito legal a repercussão da música e também do clipe [com cenas em Los Angeles e em São Paulo].

Zegon: É difícil um trabalho assim, que pode tocar na rádio, pode tocar na pista e ainda ser o Tropkillaz. Tem nossa identidade no recorte de voz, no jeito de programar a bateria, na timbragem. Foram três versões até chegar na que gente queria.

Qual é a relação de vocês com a cidade de São Paulo?

Zegon: Sou nascido e criado em São Paulo, mas quando estou aqui é muito difícil eu sair de casa. Digo que só saio de mochila, só saio pra tocar. No dia a dia, eu gosto de ir a restaurantes, malhar, levar as crianças na escola. Ano passado eu não fui a nenhuma balada, mas levei a minha filha de 11 anos nos shows do Justin Bieber e no Bruno Mars.

Laudz: Não sou de sair muito, mas eu gosto muito da pichação da cidade. Sempre gostei. Em São Paulo você vê o mundo todo numa cidade só e isso é muito louco.

Heineken Block

O Heineken Block, evento gratuito inspirado nas block parties de Nova York, Berlim e Londres, termina hoje depois de 4 finais de semana levando arte, música e comidas para a Vila dos Ingleses, no centro de São Paulo. Passaram pelo palco do evento As Bahias e Cozinha Mineira, Bixiga 70, Luedji Luna, Ava Rocha e Rincon Sapiência, entre outros.

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