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Nove surpresas esquisitas das festas de fim de ano gringas

Luiza Sahd

Colaboração para o Urban Taste, em Madri

24/12/2018 04h00

Se você acha que comer salpicão e outras guloseimas repletas de uva-passa é uma abominação típica desta época que precisa acabar, prepare-se para conhecer outras tradições natalinas e de ano-novo em cidades estrangeiras. Pode ser que você sofra de saudades de pular as sete ondinhas sentindo medo de errar a conta e ficar zicado o ano todo.

Natal é tempo de presentear

...mas ninguém disse qual é o presente. Na Alemanha, por exemplo, quem se comporta bem ganha mimos do papai noel deles, Nikolaus. Quem se comporta mal recebe, infelizmente, a visita de Knecht Ruprecht, uma figura mítica que chegaria com roupas escuras e chicote para acertar as contas com quem aprontou ao longo do ano.

Noite de climão?

Na França, o Natal também tem seus desafios. Por lá, existe a bonita tradição de ir à casa de algum desafeto (ou de alguém com quem estamos brigados momentaneamente) para levar uma garrafa de vinho e fazer as pazes. Nesse caso, é bom estar de coração aberto mesmo para não piorar a treta.

Roupas brancas?

Se você é supersticioso, prepare-se para o pior passando a virada de ano fora do Brasil. Essa crença de que a cor de nossas roupas no dia 31 de dezembro define a energia do ano todo não cola muito fora dos trópicos. Some a isso o fato de que faz um frio de lascar no hemisfério norte e tente montar um look inteiro de Réveillon sem peças escuras. Boa sorte!

Contagem regressiva

No Réveillon da Espanha, a tradição local desafia o turista desavisado a enfiar uma uva na boca a cada badalada da contagem regressiva. Dizem que é para trazer sorte para cada mês do ano? E com sorte não se brinca. Na Puerta del Sol, em Madrid, o auge da diversão na virada de ano é observar o pessoal tentando engolir 12 uvas em 12 segundos.

Natal no cemitério: temos

Se você tem planos de passar o Natal na Finlândia, é bom já ir sabendo que a tradição por lá, nessa época do ano, é visitar os entes queridos já falecidos. Ou seja: fazer um rolezinho no cemitério é uma possibilidade quase certa.

Queima total!

Se você anda a fim de se livrar de mágoas do passado, talvez o seu destino perfeito de final de ano seja o Equador. Lá, o pessoal tem o hábito de reunir fotos e imagens das coisas que querem deixar para trás e queimá-las, como forma de se libertar do que não lhes pertence mais.

Teia de aranha <3

Não se admire se, ao passar o final de ano na Ucrânia, você dê de cara com enfeites que parecem teias de aranha em pinheiros natalinos. Por lá, existe um conto popular sobre uma senhora muito pobre que não tinha meios para decorar sua árvore. Um belo dia, ela acordou e viu seu pinheirinho cheio de lindas teias, uma decoração que as aranhas deram de presente. Desde então, muitos ucranianos entraram na moda.

Quebra-quebra de Réveillon

Na Dinamarca, a virada do ano é marcada pelo momento em que geral começa a subir em cadeiras e pular delas para "espantar os maus espíritos". Depois, a programação é quebrar pratos na porta da casa de amigos para trazer boa sorte. Quanto mais cacos aparecerem na sua porta no Ano-Novo, mais as pessoas te amam.

Mas é Natal ou Ano-Novo?

Nem só de notícias ruins se faz o final de ano na gringa. Na Austrália, a sua ceia de Natal tem grandes chances de acontecer em uma praia, onde muitas pessoas se reúnem para fazer uma ceia à beira-mar -- com grandes possibilidades de testemunhar a chegada de um Papai Noel de barco ou prancha de surf. Qualquer semelhança com o Réveillon praieiro do Brasil é mera coincidência.

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