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Os redutos musicais preferidos de Tim Bernardes em São Paulo

Rafael Rocha/Divulgação
Tim Fernandes Imagem: Rafael Rocha/Divulgação

Mariana Belley

Colaboração para o Urban Taste, em São Paulo

2019-05-20T18:14:45

20/05/2019 18h14

Tudo está (muito) melhor do que parece para Tim Bernardes. Músico, compositor, produtor musical e multi-instrumentista, Tim lançou no final de 2017 seu primeiro disco solo, o "Recomeçar". Nele gravou (preparem o fôlego) violões, vozes, guitarras, baixo, bateria, piano, pensou os arranjos orquestrais de cordas, sopros e harpa, além de assinar a produção e a mixagem. Com o disco, esteve nos principais palcos e listas de melhores daquele ano, fato que o alavancou ao patamar de um dos grandes compositores de sua geração.

E, para além de sua elogiadíssima, mas recente, carreira solo, Tim integra O Terno, banda criada em 2009 e composta também por Guilherme d'Almeida e Biel Basile. A boa-nova é que o grupo volta à cena musical, após um hiato de 3 anos, com o lançamento de seu quarto disco, "< atrás/além >". "O disco tem algo de mais intimista nas canções e com arranjos grandes fazendo contraste a isso. É uma tentativa de expansão e não ficar preso a uma fórmula, a sermos um power trio. Estamos ali mais como um grupo, produzindo música num sentido mais livre e solto", explica Tim. A estreia oficial do álbum acontecerá no Auditório do Ibirapuera, com shows nos dias 17, 18 e 19 de maio.

Para embalar a novidade, Tim divide seus redutos musicais favoritos por São Paulo, cidade onde nasceu, vive e desbrava toda a sua cena musical.

Eric Discos
"Loja de vinil imensa em Pinheiros. Tem muita coisa boa, comprei muito vinil lá", conta. O espaço tem mais de 30 anos de história. Nasceu lá nos anos 80 por desejo de Eric Crauford, inglês que mora há 40 anos em São Paulo e sempre teve a ideia de montar um sebo de discos. A gama de opções faz cair o queixo: o acervo reúne cerca de 80 mil vinis espalhados por várias salas e organizados por estilos, que vão do rock, metal e música brasileira a vinis de ópera e música erudita. Uma curiosidade: o filme brasileiro "Durval Discos", (2002), de Anna Muylaert, foi gravado dentro na loja.

Vai lá:

Rua Artur de Azevedo, 1813, Pinheiros, São Paulo.
Segunda a sábado, das 12h30 as 19h.
Telefone: (11) 3081-8252

Casa de Francisca
"Casa de show bem linda. A comida é boa, o ambiente é lindo e a curadoria de shows ótima". "Linda" e "ótima", aliás, são adjetivos recorrentes e fiéis ao lugar, como bem disse Tim. A história explica: em 2017, após 10 anos de atividade em um pequeno sobrado no Jardim Paulista, a Casa se mudou para o Palacete Tereza. O espaço foi inaugurado em 1910 no Centro de São Paulo, entre as ruas Direita, São Bento e 15 de Novembro. O Palacete é tombado pelo Iphan e Condephaat e teve seu restauro concluído em 2016. Antes de receber a Casa de Francisca, o imóvel abrigou a Casa Bevilacqua, primeira loja de instrumentos musicais da cidade, fundada em 1846 para servir a família imperial, transferida para o Palacete em 1912. Nas décadas de 40 e 50 o edifício ficou conhecido como "A Esquina Musical de São Paulo", porque, além da Casa Bevilacqua, foi sede da Rádio Record de São Paulo no auge da era do rádio, período em que os principais artistas do país se apresentavam ao vivo com público presente, além de performances musicais na varanda. Pelo palco da Francisca, já se apresentaram nomes como Jards Macalé, Alaíde Costa, Maurício Pereira, Mônica Salmaso e mais.

Vai lá:

Rua Quintino Bocaiúva, 22, Sé, São Paulo.
Terça a sábado.
Telefone: (11) 3052-0547

Casa do Mancha
"Adoro assistir a shows na Casa do Mancha, é dos meus lugares favoritos para isso.. Gosto de ver o espetáculo em lugar pequeno, pertinho do músico." Há mais de 10 anos, Danilo Leonel, o Mancha, abriu as portas de sua casa, de muros grafitados e em uma pacata rua na Vila Madalena, para abrigar shows de bandas independentes. O que era hobbie virou job, e a Casinha, como é carinhosamente conhecida, é point dos apreciadores de músicas autorais na cidade.

Vai lá:

Rua Felipe de Alcaçova, 89, Vila Madalena.
Telefone: 3796-7981

Auditório Ibirapuera
"Sempre fazemos lançamentos dos discos lá. É muito simbólico pra nós. O teatro é totalmente maravilhoso, a arquitetura, o interior, tudo. Eu amo", diz. Ícone turístico da cidade, o edifício foi desenhado na década de 1950 pelo aclamado arquiteto Oscar Niemeyer e nasceu com vocação para apresentar espetáculos musicais de artistas que já fazem parte da história brasileira, assim como a jovens que dão os primeiros passos na carreira. O local era chamado Auditório Ibirapuera até julho de 2014, quando o então prefeito Fernando Haddad sancionou lei que altera o nome da casa para Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer, em homenagem ao arquiteto. Outro dado cultural interessante é que a escultura artística da entrada principal é obra de Tomie Ohtake.

Vai lá:

Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n - Portão 2 do Parque do Ibirapuera, Vila Mariana, São Paulo.
Bilheteria: sextas e sábados, das 13h às 22h.
Domingos, das 13h às 20h.
Telefone: (11) 3629-1075

Theatro Municipal de São Paulo
"Ele é muito bonito e impressionante. Adoro os teatros antigos do Brasil. Ver orquestra lá é uma baita experiência." Experiência boa é também conhecer sua história: o Theatro Municipal teve sua construção iniciada em 1903 e concluída em 1911. Foi também cenário de um dos principais eventos da história das artes no Brasil, a Semana de 22, quando um grupo de jovens artistas questionou os valores da arte e da cultura, nos campos da música, da escultura, pintura, poesia e literatura. Entre eles estavam Mário e Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos, Víctor, Anita Malfatti e mais. E, para além do belíssimo palco, seu exterior e interior merecem ser admirados. A luxuosa construção tem traços renascentistas e barrocos na fachada. Por dentro, ostenta bustos, bronzes, medalhões, afrescos, cristais, colunas neoclássicas, vitrais, mosaicos e mármores.

Vai lá:

Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, São Paulo.
Bilheteria: segunda a sexta, das 10h às 19h.
Sábado e domingo, das 10h às 17h.
Telefone: (11) 3053-2090

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