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Cursos para aprender a mexer com plantas viram nova terapia em São Paulo

Divulgação
Alunos aprendem em turma a técnica secular japonesa kokedama Imagem: Divulgação

Bruno Dias

colaboração com o Urban Taste, em São Paulo

2019-05-24T04:00:00

24/05/2019 04h00

É cada vez mais comum moradores das grandes cidades brasileiras, São Paulo principalmente, postarem fotos de suas casas e apartamentos cheios de plantas, comestíveis ou não. Um dos objetivos desse comportamento é inserir a natureza no cotidiano e estimular uma relação mais sustentável com nosso meio, seja no consumo de alimentos, na dinâmica com o tempo ou em zelar pela qualidade de vida, construindo uma equação que funciona praticamente como uma terapia.

"Se fala muito que as pessoas estão vivendo um resgate. É [verdade], mas também não é. Como humanidade, é de fato um resgate, mas a maioria das pessoas que estão fazendo isso nunca fizeram. Elas estão sendo introduzidas a esse assunto, [então] é mais que um resgate, é uma introdução a esse tema, uma primeira experiência", afirma Anderson Santos, criador e coordenador da Escola de Botânica. "É uma atividade que faz bem porque é uma novidade que nos coloca num lugar confortável, onde a gente se sente seguro, que é o contato com a natureza", completa.

Lojas especializadas e cafés que também vendem plantas são cada vez mais comuns, o que tem levado muita gente a sair da pesquisa na internet e procurar cursos e workshops em que possam colocar de fato a mão na terra. Selecionamos algumas opções, de diferentes temas e técnicas, na capital paulista:

Escola de Botânica

Inscrições abertas para a turma de junho do grupo de acompanhamento de Aquarela Botânica com @artebotanica.ceciliatomasi que terá início dia 03/06 a partir das 9h. Destinado a pessoas que tenham o interesse em ter contato com a ilustração botânica através da técnica de aquarela, não há necessidade de conhecimento prévio sobre o tema. A aquarela botânica tem como característica principal representar plantas de forma fiel, de modo que o espectador consiga identificar espécies e observar detalhes das plantas através das pinturas. Para que haja um desenvolvimento artístico com pintura em aquarela é necessário que o interessado estabeleça uma relação direta com o processo criativo: conheça bem os materiais, os papéis, pincéis, a aquarela, as possibilidades de composição e muito exercício prático para conseguir transpor os modelos vivos - neste caso, as plantas - para o papel de forma fiel. Os encontros deste grupo têm a intenção de promover um acompanhamento para o desenvolvimento artístico aos participantes. Durante as aulas serão realizadas explanações, seguidas de demonstrações e experimentação, com aplicação de exercícios preliminares, onde cada aluno terá a oportunidade de desenvolver ilustrações e projetos individuais, aplicando a técnica proposta através da observação de espécies vegetais vivas. As aulas têm 3 horas de duração e os encontros são semanais. O módulo de junho terá encontros nos dias 03, 10, 17 e 24/06. Para mais informações e inscrição, acesse: www.escoladebotanica.com.br #escoladebotânica #aquarela #botânica #curso #pintura

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A Escola de Botânica oferece cursos para um público bem diversificado, que vai desde curiosos em busca de um hobby e que querem aprender a não matar suas plantas em casa até profissionais da área, como paisagistas e arquitetos. As atividades são divididas em três modalidades: cursos básicos (cultivo de orquídeas, cactus e suculentas), processos artísticos (aquarela, tingimento de tecidos com plantas) e o técnicos/científicos (paisagismo, visão científica das plantas).

A ideia de propagar conhecimentos ligados à botânica nasceu em 2015, em uma sala de 15 m² no centro de São Paulo, antes de ocupar o amplo espaço no começo da Avenida Angélica, atualmente com os parceiros da loja Selvvva. A Escola foi criada pelos biólogos e botânicos Anderson Santos e Gisele de Oliveira, ambos formados pelo Instituto de Botânica de São Paulo. Além de coordenadores, eles dão aulas com outros 30 profissionais.

O curso campeão de procura da Escola de Botânica é o de cultivo de plantas em casas e apartamentos (R$ 180). Segundo Anderson, o curso atrai milhares de pessoas todos os anos e ocorre pelo menos duas vezes por mês, com duração média de quatro horas, no máximo cinco, unindo teoria e prática, com os produtos e ferramentas necessários fornecidos pela Escola de Botânica. O curso de Introdução à botânica (preço sob consulta), por exemplo, também é um dos mais procurados e é mais técnico, com duração de um ano. São 45 vagas, todas bem concorridas, para turmas que são iniciadas todo começo de semestre.

Vai lá:

Av. Angélica, 501, térreo - Santa Cecília
Terça das 14h às 17h, quinta das 9h às 12h

Informações pelo site da Escola de Botânica

Kokedama.sp

Você já deve ter visto por aí uma espécie de bonsai sem vaso, em formato de bolinha, que geralmente aparece suspenso em pequenos jardins. Essa é uma técnica secular japonesa chamada kokedama, que consiste em envolver as raízes em uma bola compacta de argila e musgo. O nome traduzido para o português, inclusive, significa "bola de musgo". Por muito tempo os kokedamas foram considerados os "bonsais dos pobres", por não trazerem vasos e serem mais baratos de se cultivar.

O casal Thaisy Pauli Gimenes e Rodrigo Gimenes, ela formada em marketing e ele design, se apaixonou por esses "bonsais suspensos" e, depois de dois anos produzindo e vendendo, resolveram disseminar a técnica por meio de workshops. São aulas com quatro horas de duração (um investimento de R$ 250, incluindo material), em que os alunos aprendem a montar e cuidar de seus kokedamas, além de receberem uma introdução teórica sobre a técnica.

Arquitetos e decoradores de casamento acabam sendo maioria, mas, segundo Thaisy, as turmas são bem diversificadas, com muitas pessoas procurando o curso como uma forma de terapia. Qualquer plantinha pode se transformar em um kokedama, mas plantas tropicais como a palmeirinha, por serem de solo mais úmido, são mais fáceis de "montar a bolinha".

Vai lá:

Os workshops são realizados na Rua Guaraiuva, 599 - Brooklin Square.

Informações sobre os próximos cursos no Instagram da Kokedama.sp

FLO Atelier Botânico

Antonio Jotta e Carol Nóbrega se apaixonaram pelas floriculturas do Marais, em Paris, quando viajaram para a capital francesa em lua de mel, em 2012. Eles resolveram trazer esse mesmo conceito para São Paulo e, após outras viagens, incluindo uma para Nova York, Carol e Jotta começaram a se dedicar principalmente à produção de terrários, que são pequenos jardins dentro de recipientes que podem ser de vidro, madeira, acrílico.

Após intrigarem os amigos com suas criações e lotarem o apartamento com vários tipos de plantas - era comum a galera querer comprá-las do casal - e muitos terrários, claro, o hobby acabou virando profissão em 2015, quando inauguraram o FLO Atelier Botânico, local que desde agosto de 2017 dá workshops para os amantes de botânica. Atendendo a um público diversificado, mas principalmente mulheres na faixa etária dos 30 a 40 anos, Carol conta que atualmente os cursos mais procurados são os workshops de terrário (R$ 389) e kokedama (R$ 389), mas muita gente que está começando a se interessar por botânica tem ido atrás do aulão de floresta urbana dentro de casa (R$ 160). São aulas com cerca de quatro horas de duração, ministradas pelo próprio casal, em turmas de no máximo 12 alunos. Todo material necessário para produção é fornecida por eles.

Vai lá:

Rua Delfina, 115 - Vila Madalena
Segunda a sábado das 11h às 19h.

Informações sobre cursos e workshops no site


Instituto de Botânica de São Paulo

Divulgação
Imagem: Divulgação

Ligado ao Jardim Botânico de São Paulo, criado em 1928 pelo naturalista Frederico Carlo Hoehne, o Instituto de Botânica de São Paulo é vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Além de formar cientistas e biólogos como Anderson e Gisele, da Escola de Botânica, o Instituto também oferece cursos para quem quer aprender, principalmente, sobre jardinagem e paisagismo, sem a necessidade de ingressar em uma graduação.

Esses cursos são realizados pela Sinal Verde Cursos Ambientais, que possui uma parceria com o Jardim Botânico de São Paulo, colocando os alunos com um contato direto com o meio ambiente. São atividades que vão desde técnicas básicas de jardinagem (R$ 480), introdução ao paisagismo (R$ 530), até cursos de jardinagem de plantas específicas (R$ 500). Eles possuem cerca de um mês de duração, sempre aos sábados, e têm uma carga horária de 4h30. Eles são livres, para pessoas que tenham mais de 16 anos e ensinam, entre outras coisas, técnicas de preparo de canteiro, manutenção de jardim e noções de ecologia.

Vai lá:

Av. Miguel Stéfano, 3687 - Vila Agua Funda
Terça a sábado das 9h às 17h

Informações sobre os cursos no site.

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